No primeiro ato do Governo, Lula promove “revogaço”, prometido em sua campanha

Ele assinou, além de medidas para suspender decretos, como os que flexibilizaram o acesso a armas de fogo, os sigilos de 100 anos e para recompor o combate à devastação da Amazônia


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Em seu primeiro ato como presidente da República, nesse domingo, 1º, durante a cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu a promessa de reverter ações do ex-presidente Jair Bolsonaro assinando o chamado "revogaço", anunciado na campanha. Ele assinou, além de medidas para suspender decretos, como os que flexibilizaram o acesso a armas de fogo, os sigilos de 100 anos e para recompor o combate à devastação da Amazônia.

As revogações foram anunciadas por "Estou assinando medidas para reorganizar as estruturas do Poder Executivo, de modo que voltem a permitir o funcionamento do governo de maneira racional, republicana e democrática", disse o presidente aos parlamentares e autoridades que acompanharam a cerimônia de assinatura do Termo de Posse.

Ainda, em relação ao soluto de 100 anos, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, confirmou que os decretados por Bolsonaro estariam na primeira leva de decretos revogados. "Algumas (revogações) serão assinadas agora, e outras ao longo da noite", afirmou.

Já a ministra do Planejamento e Gestão, Simone Tebet, disse que as próximas revogações serão dirigidas para medidas econômicas. "A expectativa é de que tenha. Ainda não conversei tanto com os outros três ministérios. É importante lembrar que (o Ministério da) Economia, agora, foi dividida em quatro: Fazenda, Planejamento e Gestão e Indústria e Comércio. Então, agora é hora de sentar, conversar, e tudo vai ser feito por meio de muito diálogo", explicou.

Na sessão solene no Congresso, Lula destacou as medidas para desarmar a população, principal agenda de seu antecessor. "Estamos revogando os criminosos decretos de ampliação do acesso a armas de munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras. O Brasil não quer mais armas, que paz e segurança para seu povo".

Com informações do Correio Brasiliense

Foto/ AFP

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