CASO GEFFERSON: delegado e policiais sergipanos estão em liberdade

O STJ já havia determinado a soltura do delegado, na última terça, 23, mas ele optou por ser solto somente com os dois policiais.

Foto: redes sociais

O delegado de Polícia Civil de Sergipe, Osvaldo Resende Neto e os policiais José Alonso Santana e Gilvan Moraes de Oliveira, presos após serem denunciados por uma operação que resultou na morte de um empresário na Paraíba, no mês de março estão em liberdade.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) já havia determinado a soltura do delegado, na última terça, 23, mas ele optou por ser solto somente com os dois policiais, que tiveram o pedido de liberdade deferido nesta sexta-feira, 26.

Osvaldo, Alonso e Gilvan responderão o processo em liberdade e o entendimento para a soltura dos três é de que eles não representam perigo para a sociedade, portanto, não há necessidade de estarem presos.

Os agentes foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba no mês de abril e em agosto, os três tiveram a prisão preventiva decretada, pelo Tribunal de Justiça do estado onde ocorreu o crime.

RELEMBRE O CASO:

O empresário e bacharel em Direito, Gefferson de Moura Gomes foi morto durante uma operação da polícia sergipana, através do Denarc, no estado da Paraíba, no dia 16 de março, que investigava um grupo que atua no roubo de cargas em Sergipe e que estaria escondido no estado paraibano.

Ele não tinha antecedentes criminais e a família diz que ele foi morto por engano, e que no momento da abordagem estava se deslocando à residência do seu pai, que estava com coronavírus, para ajudar nos seus cuidados. Segundo a Polícia Sergipana, Gefferson estava armado e reagiu à abordagem.

Ele foi baleado e levado a um hospital, mas não resistiu. Com base no ocorrido, a Polícia Civil da Paraíba começou a investigar a morte do empresário e a atuação dos sergipanos no caso.

Conforme o inquérito da polícia paraibana, a arma apresentada como sendo de Gefferson, na verdade pertencia a um policial militar de Sergipe.

No mês de abril, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus os três agentes envolvidos no caso; em agosto, eles foram presos preventivamente.