Alessandro Vieira denuncia intimidação após ação de escritório ligado à esposa de Moraes
Parlamentar afirma que nunca associou escritório ao PCC e diz que processo tenta intimidar sua atuação
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta terça-feira (28) que foi intimado pela Justiça de São Paulo em razão de uma ação por supostos danos morais movida pelo escritório Barci de Moraes, vinculado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com o parlamentar, a ação judicial está relacionada à alegação de que ele teria afirmado que o escritório recebeu recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Vieira nega a acusação e sustenta que suas declarações foram distorcidas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador classificou o processo como uma tentativa de intimidação diante de sua atuação política, especialmente em temas que envolvem membros do Judiciário. “O que eles alegam falsamente? Que eu teria dito que esse escritório recebeu dinheiro do PCC. Eu não disse isso em nenhum momento”, afirmou.
Vieira declarou que suas falas se basearam em informações sobre repasses financeiros do Banco Master ao escritório de advocacia. Segundo ele, os dados seriam comprovados por investigações e documentos oficiais. “O que eu disse, e repito, é que eles receberam cerca de R$ 80 milhões do Banco Master, que hoje sabemos ser um grupo criminoso”, acrescentou.
O caso remete a revelações publicadas em dezembro de 2022 pelo jornal O Globo, que apontaram a existência de um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório Barci de Moraes e o Banco Master. O acordo previa pagamentos mensais entre 2024 e 2027, mas foi interrompido após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central, em novembro do ano passado.
Informações da Receita Federal encaminhadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado — da qual Vieira foi relator — indicam que o escritório recebeu R$ 80,2 milhões do banco entre 2024 e 2025.
Apesar da ação judicial, o senador afirmou que seguirá com sua atuação parlamentar. “A tentativa de constranger por meio de processos não vai parar o nosso trabalho, que é feito no interesse dos brasileiros”, declarou.
Até o momento, não houve manifestação pública do escritório Barci de Moraes ou de representantes ligados ao ministro Alexandre de Moraes sobre as declarações do senador.












