Alessandro Vieira pede indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Paulo Gonet
Documento aponta suspeitas de conflitos de interesse, decisões controversas e possível omissão por parte de autoridades do sistema de Justiça
O senador Alessandro Vieira apresentou nesta terça-feira (14) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, propondo o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República por supostos crimes de responsabilidade.

O parecer cita os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além de Paulo Gonet. Segundo o relator, os pedidos se baseiam em condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções públicas, incluindo suspeição em julgamentos, possíveis conflitos de interesse e decisões que teriam impactado investigações.
No caso do procurador-geral, o relatório aponta suposta omissão diante de indícios considerados relevantes ao longo das apurações.
Entre os pontos destacados, o documento menciona o chamado caso Banco Master, com referências a indícios de irregularidades financeiras e possível ligação com esquemas de lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório, o tema deverá ser aprofundado em investigação específica.
Com mais de 200 páginas, o texto consolida os trabalhos realizados ao longo de 120 dias, período em que a CPI promoveu 18 reuniões, apresentou 312 requerimentos e analisou 134 documentos. A comissão teve como foco a investigação da atuação, estrutura e expansão de organizações criminosas no país.
O relatório também registra decisões judiciais que interferiram no andamento dos trabalhos, incluindo a suspensão de medidas aprovadas, a conversão de convocações em convites e restrições ao acesso a informações financeiras.
Além dos pedidos de indiciamento, o documento apresenta propostas legislativas voltadas ao combate ao crime organizado. Entre elas estão a ampliação de mecanismos de bloqueio de ativos, o aumento de penas para crimes de lavagem de dinheiro e medidas de maior transparência financeira.
O relatório será agora encaminhado aos órgãos competentes, que deverão analisar o conteúdo e decidir sobre eventuais providências.












