Aracaju e São Cristóvão iniciam segunda etapa de levantamento para redefinir limites territoriais


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Aracaju e São Cristóvão dão início, nesta segunda-feira (24), à segunda etapa do estudo determinado pela Justiça Federal para identificar os marcos que definem os limites entre os dois municípios. O levantamento, conduzido pelo Governo de Sergipe, tem previsão de conclusão até abril de 2026.

O trabalho de campo será realizado por uma equipe formada por técnicos da Secretaria de Planejamento (Seplan) e do IBGE, com apoio das administrações municipais. O objetivo, segundo o secretário de Planejamento de Sergipe, Júlio Filgueira, é localizar “os pontos físicos que demarcam a cidade de Aracaju com a cidade de São Cristóvão”.

Filgueira ressaltou que o desafio do processo decorre da lei de 1954, que estabelece os limites por meio de uma linha imaginária a partir de pontos fixos. “A localização desses pontos é crucial, pois altera totalmente a delimitação para um lado ou para o outro, dependendo de onde eles estejam”, explicou. Ele acrescentou que, até o momento, “não há uma opinião técnica consistente sobre a posição exata desses marcos”.

A primeira fase do levantamento concentrou-se na análise de documentos históricos e do marco legal de 1954, visando identificar os chamados marcos geodéticos. A terceira etapa do estudo está prevista para janeiro de 2026 e envolverá entrevistas com moradores locais, buscando registros e testemunhos que possam contribuir para a conclusão do relatório técnico.

Impactos da redefinição territorial

Com a conclusão do estudo, Aracaju deverá devolver cerca de 11% do seu território para São Cristóvão. O ajuste começa no bairro Mosqueiro e se estende até a área de expansão do Conjunto Santa Lúcia, no bairro Jabotiana.

A mudança territorial terá reflexos diretos nos repasses financeiros da União e do Estado: o valor destinado a São Cristóvão será aumentado, enquanto Aracaju terá redução proporcional. Além disso, a Justiça Federal determinou a suspensão de R$ 220 milhões referentes à outorga da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) que estava destinada a Aracaju, até que o IBGE atualize oficialmente o mapa municipal.

O estudo promete trazer maior precisão à delimitação entre as duas cidades e deve servir de base para decisões administrativas e financeiras nos próximos anos.

Por Redação

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