Brasil altera esquema e reforça vacinação infantil contra pólio

Crianças de 4 anos passam a receber novo reforço contra poliomielite com vacina injetável; esquema muda a partir de 3 de agosto.


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Brasil altera esquema e reforça vacinação infantil contra pólio

O esquema de vacinação contra a poliomielite no Brasil passará por mudanças importantes a partir de 3 de agosto. Crianças de 4 anos passarão a receber mais uma dose de reforço exclusivamente com a vacina injetável, aplicada dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a atualização, o país retoma o modelo de cinco doses da vacina inativada (injetável), abandonando definitivamente o uso da vacina oral em gotinhas como reforço. A decisão segue recomendação do Ministério da Saúde após avaliação técnica da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Até 2024, o esquema incluía três doses iniciais da vacina injetável, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas de duas doses de reforço com a vacina oral. Agora, todas as cinco aplicações passam a ser feitas com a versão injetável.

Com a mudança, o novo calendário fica definido da seguinte forma: três doses nos primeiros meses de vida (2, 4 e 6 meses) e dois reforços, sendo o primeiro aos 15 meses e o segundo aos 4 anos de idade. Crianças menores de 5 anos que não completaram o esquema vacinal devem ser levadas às unidades de saúde para atualização.

A alteração foi motivada por questões de segurança. Em situações raras, o vírus atenuado presente na vacina oral pode sofrer mutações e, em casos excepcionais, provocar a doença. Por isso, a versão injetável passa a ser priorizada em todas as etapas.

Segundo especialistas, o reforço é necessário porque a proteção contra a poliomielite pode diminuir com o tempo, tornando as doses adicionais fundamentais para manter a imunização em níveis adequados. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI) reforça que o esquema atualizado segue padrões internacionais recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar de o Brasil não registrar casos de poliomielite há 37 anos e ter recebido o certificado de eliminação da doença em 1994, autoridades de saúde alertam para o risco de reintrodução do vírus, já que a pólio ainda circula em alguns países.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, pode causar sintomas leves, mas em casos graves atinge o sistema nervoso central, provocando paralisia irreversível e até morte. Entre 1968 e 1989, o Brasil registrou mais de 26 mil casos da doença.




Com informações da Agência Brasil

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