Chelsea vence Manchester City e conquista o bi da Champions League
E deu Chelsea! Na tarde deste sábado, 29, no Estádio do Dragão, no Porto, em Portugal, o Chelsea venceu o Manchester City por 1 a 0 e se sagrou bicampeão da Uefa Champions League. Com uma defesa praticamente intransponível e uma estratégia ofensiva letal e impecável, a equipe de Thomas Tuchel venceu os comandados de Pep Guardiola com gol de Kai Havertz e levou mais uma orelhuda para Londres.
O City, que em muitos momentos da temporada foi considerado o time com melhor futebol do mundo, sucumbiu a excelente estratégia e aplicação dos Blues. Ainda que ambas as defesas estejam entre as melhores da atualidade, foi o ferrolho de Tuchel e os contra-ataques extremamente bem executados os responsáveis por anular o time de Guardiola. O espanhol, inclusive, veio a campo com uma escalação extremamente ofensiva, abrindo mão de Rodri e Fernandinho, seus dois volantes, mas não foi o suficiente. Venceu o time que melhor jogou durante os 90 minutos.
Despedida melancólica para Aguero
Campeão de praticamente tudo com os Cityzens, o atacante Sergio Aguero não conseguiu cumprir sua promesa de 2014. Naquela época, o argentino havia prometido que não sairia de Manchester sem vencer a Liga dos Campeões. Maior artilheiro da história do clube com 260 gols e ídolo máximo da história dos azuis pelos inúmeros gols e taças conquistadas, Aguero se despede da cidade sem a orelhuda em mãos.
Essa, que era a primeira final do Manchester City na história da Champions, ficou como aprendizado para uma oportunidade futura, e ela não contará com a presença de Kun, como é chamado o artilheiro. Mesmo com toda melancolia, ele segue seu rumo no futebol na certeza de que fez absolutamente tudo que podia, e deixa na Inglaterra um City muito mais forte, respeitado e vitorioso.
Guardiola permanece sem vencer a Champions
Considerado por muitos um dos maiores e mais inovadores treinadores da história do futebol, Pep Guardiola permanece com sua seca na competição mais importante da Europa. Ele não vence a Liga dos Campeões desde 2011, quando ainda era treinador do Barcelona, e ano após ano sofre questionamentos quanto a isso.
No Bayern, apesar de uma passagem que marcou época na Alemanha e influenciou diretamente na seleção que foi campeã da Copa do Mundo, nunca conseguiu passar das semifinais. Venceu absolutamente tudo dentro do território nacional, mas não conseguiu a orelhuda.
Já na Inglaterra, vivia constantemente com desempenhos muito abaixo do esperado na competição. Incrementou o time, deixou ainda mais sólido em 2020/2021 e levou o clube a sua primeira final. Ainda não foi o suficiente. Sua terceira final, seu primeiro vice.
Neste sábado, a genialidade de Pep foi superada pela de Tuchel. O precedente de que ele é menos do que se diz não deveria existir, mas permanecerá em aberto pela forma como muitos não reconhecem o quanto o espanhol agregou - e agrega - ao esporte.
Superação de Tuchel
Oito meses atrás, o alemão Thomas Tuchel era superado pelo excelente Bayern de Munique de Hansi Flick. Na época, ainda treinava o Paris Saint-Germain de Neymar e Mbappé, que chegava em sua primeira final sob o comando dele, mas não fora capaz de superar o excelente esquadrão alemão. O desafio, afinal, não era dos mais fáceis. Para além de um dos melhores padrões de jogo do mundo, era o Bayern de Lewandowski, melhor jogador do mundo em 2019/2020.
Demitido durante a temporada por desentendimentos com o dirigente Leonardo e o mau desempenho da equipe francesa, o treinador teve sua qualidade questionada em muitos momentos. Chegou ao Chelsea cinco meses atrás com uma tarefa nada tranquila.
Ele chegou não apenas para organizar um time frágil e bagunçado, mas também para substituir um dos maiores ídolos da história dos Blues, o ex-jogador Frank Lampard. Apesar de extremamente bem reforçado após trazer nomes cobiçados como Kai Havertz, Timo Werner e Thiago Silva, o Chelsea não jogava bem. O cenário mudou depois de Thomas vestir o manto azul de Londres.
Deu padrão, consistência, organização e eficácia para que os talentos funcionassem melhor. Mason Mount finalmente desabrochou, N'Golo Kanté pôde voltar a atuar no alto nível de costume e o elenco ficou coeso. Nos resultados, recuperou a equipe na Premier League e recolocou o time de volta ao top four (o G4 no Brasil), chegou a final da Copa da Inglaterra, mas foi derrotado para o Leicester, e agora o ápice.
Campeão da Liga dos Campeões, a maior competição do velho continente - e quiçá o maior torneio de clubes do mundo. Sem questionamentos, sem interrogações, Thomas Tuchel provou seu valor como treinador e estrategista perante o Manchester City de Pep Guardiola, uma das melhores equipes do mundo. Histórico.
Chelsea bicampeão
Quando o russo Roman Abramovich comprou o Chelsea em 2003, o clube já tinha certa expressão dentro da Inglaterra. Com alguns títulos conquistados, o clube podia não ser um gigante no esporte, mas tinha seu destaque na Inglaterra. Após a chegada do novo dono, muita coisa mudou (e pra melhor).
Hoje o Chelsea é uma das maiores potências do esporte mundial. Além de formar diversos talentos ano após ano, é constante protagonista dentro das competições que conquista e detém um dos maiores poderios financeiros do mundo quando o assunto é contratação. O resultado? Bom, se tornou imenso dentro do Reino Unido conquistando diversas Premier Leagues e chegou a glória tão sonhada de vencer a Champions.
Em 2008, um escorregão do zagueiro e ídolo John Terry impediu o clube de realizar esse sonho. Novamente contra um time de Manchester, mas naquela ocasião os vermelhos do United, o clube londrino perdeu a decisão nos pênaltis e amargou a tristeza e espera de não alcançar o tão almejado sonho de ter uma orelhuda para chamar de sua.
A primeira conquista, em 2012, numa campanha extremamente emblemática. Abramobich havia demitido José Mourinho, um dos maiores treinadores da história do clube, e os Blues pareciam não ter elenco ou força suficiente para chegar a façanha de levantar a orelhuda pela primeira vez. Na prática, o futebol surpreendeu mais uma vez.
Liderados pelo brasileiro Ramires e pelo marfinense Didier Drogba, o clube, mesmo que azarão, derrotou o Bayern de Munique na final. Dentro da Allianz Arena, casa do adversário, o Chelsea escrevia sua primeira grande história no esporte.
Hoje, nada de azarão. Ainda que menos favorito que o City, nunca foi segredo para ninguém a força do elenco e do que o futebol dos Blues era capaz de fazer. E o fizeram. Bicampeões com méritos, premiando as mais diversas e fantásticas histórias possíveis.
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