Diogo deu o endereço, a polícia aceitou o convite — e o final foi com algemas


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Na era dos vídeos virais e das redes sociais, tem gente que ainda acredita que desafiar a autoridade pública é uma boa ideia. Na noite da última quinta-feira (7), um jovem morador de Carira, no agreste sergipano, resolveu testar os limites — e o senso de autopreservação — ao afirmar, em vídeo, que não havia polícia no município. Não satisfeito, ainda soltou ofensas aos policiais e, como se não bastasse, deixou o próprio endereço para quem quisesse encontrá-lo: Rua Esperança, número 24.

O "corajoso" rapaz foi identificado como Diogo de Jesus Santos e, como já era de se esperar, não demorou muito para o desafio ser aceito — pela polícia, claro. Em poucas horas, um segundo vídeo circulava nas redes: Diogo, já algemado, aparece dizendo em tom de arrependimento: “Em Carira tem polícia sim. Eu sou um otário. Eu sou um ‘fuleiro’ que não sabe o que fala.”

O episódio, além de inusitado, serviu como exemplo prático do que diz o artigo 331 do Código Penal Brasileiro: o crime de desacato, que ocorre quando alguém ofende um funcionário público durante ou em razão do exercício da função. A pena prevista vai de seis meses a dois anos de detenção, ou multa. Ou seja: além do mico na internet, Diogo agora também terá que lidar com as consequências legais do seu “protesto” mal planejado.

Vale lembrar que liberdade de expressão não é carta branca para ofensa, muito menos para desrespeito à autoridade pública — e que a internet pode ser rápida, mas a polícia, às vezes, é ainda mais.

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