Homem é preso por matar jovem carbonizada em canavial de Laranjeiras
Suspeito de 32 anos foi preso em Aracaju após corpo de jovem de 26 anos ser encontrado carbonizado em Laranjeiras.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) elucidou o caso do desaparecimento de Ângela Fabrícia Santos Brito, de 26 anos, e prendeu o principal suspeito do crime nesta quarta-feira (8). A vítima havia sido vista pela última vez no dia 24 de fevereiro de 2026, no Loteamento Várzea Grande, em São Cristóvão, e teve seu corpo localizado dois dias depois em um canavial no município de Laranjeiras. A identificação foi confirmada por exames periciais.
O homem de 32 anos, suspeito de envolvimento no crime, foi detido em uma residência no bairro 17 de Março, em Aracaju. Durante a ação, também foi apreendido o veículo utilizado no crime, um Ônix prata, que havia sido vendido a um terceiro dias após o ocorrido.
Segundo a diretora do DHPP, Juliana Alcoforado, o desaparecimento de Ângela foi registrado pela mãe da vítima, que buscou informações sobre o paradeiro da filha. “A partir do registro, o DHPP iniciou as diligências investigativas para esclarecer o caso”, afirmou.
As investigações indicaram que Ângela foi vista pela última vez entrando no veículo, posteriormente vinculado ao pai de seu filho mais novo, com quem mantinha um relacionamento anterior. Durante as diligências, a equipe policial identificou a possível ligação entre o desaparecimento e o corpo carbonizado encontrado em Laranjeiras, confirmado posteriormente por exames de DNA realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) e pelo Instituto de Criminalística.
De acordo com o coordenador-geral de perícias, Vitor Barros, os trabalhos da Polícia Científica envolveram várias frentes. “Inicialmente, a equipe do IML esteve no local onde o corpo foi encontrado, já em avançado estado de degradação, realizando os primeiros levantamentos”, explicou.
O corpo foi então encaminhado ao IML, onde exames periciais identificaram características da vítima, e amostras enviadas ao laboratório de genética confirmaram a identidade por meio do confronto de DNA com familiares.
Além disso, o veículo possivelmente utilizado no crime também passou por perícia. “Mesmo após o carro ter sido lavado e vendido, foi possível detectar vestígios de sangue por meio de técnicas específicas, o que reforça a materialidade do delito. Todo o material coletado foi devidamente documentado em laudos periciais e encaminhado à Justiça, contribuindo de forma decisiva para o avanço das investigações conduzidas pelo DHPP”, destacou Barros.













