Portal Itnet

Pedreiro é preso por engano após erro de identificação e relata trauma: “Só fazia chorar e pedir um milagre”

Homem de Arapiraca passou um dia e meio detido por crime ocorrido em Sergipe; Justiça reconheceu equívoco após habeas corpus

Compartilhar via Facebook
Compartilhar via Twitter
Compartilhar via Whatsapp
Pedreiro é preso por engano após erro de identificação e relata trauma: “Só fazia chorar e pedir um milagre”

Uma falha na identificação de um mandado judicial mudou drasticamente a rotina do pedreiro alagoano Edson Ferreira da Silva, de 45 anos. Natural de Arapiraca e casado há 24 anos, ele foi preso no dia 26 de fevereiro deste ano após ser confundido com outro homem que possui o mesmo nome e é investigado por agredir uma mulher e descumprir medida protetiva com base na Lei Maria da Penha, no município de Nossa Senhora do Socorro.

O crime teria ocorrido a mais de 250 quilômetros de Arapiraca, cidade onde Edson vive e trabalha. Ainda assim, ele foi conduzido à delegacia e posteriormente encaminhado à Casa de Custódia, onde permaneceu preso por cerca de um dia e meio.

“Eu estava no meu trabalho e foram me buscar. Me levaram para a Central [de Polícia], me algemaram e fui levado para a Casa de Custódia. Só fazia chorar, orar e pedir um milagre a Deus”, relatou o pedreiro.

De acordo com o advogado Ramoney Marques, responsável pela defesa, a prisão preventiva ocorreu em cumprimento a um mandado expedido em 4 de julho de 2023 pela 1ª Vara Criminal de Nossa Senhora do Socorro.

A detenção foi revertida após o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) conceder habeas corpus, reconhecendo o equívoco na identificação. Edson foi solto, mas afirma que as consequências emocionais permanecem.

Mesmo após a liberdade, o pedreiro relata enfrentar dificuldades para retomar a rotina. Segundo ele, a experiência deixou marcas profundas.

“Hoje eu tô morrendo de vergonha e até crise de ansiedade eu estou tendo. Eu fui trabalhar, mas não aguentei, porque deu aquela ansiedade e eu tive que voltar para casa”, desabafou.

O caso reacende o debate sobre falhas em sistemas de identificação judicial e os impactos de prisões indevidas na vida de cidadãos que acabam sendo vítimas de erros processuais. 

 


O Grupo Itnet reforça o compromisso com o jornalismo regional, profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar. Siga a Itnet no Facebook, no Twitter e no Instagram. Ajude a aumentar a nossa comunidade.

Nossas redes sociais:

Comentários
Você precisa entrar para comentar
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!
Mais para Você