Trabalhador CLT pode reduzir juros ao migrar dívidas para novo consignado; veja como


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Desde a última sexta-feira, 25, trabalhadores com carteira assinada podem migrar dívidas de crédito direto ao consumidor (CDC) ou empréstimos consignados para o novo Crédito do Trabalhador, programa lançado pelo governo federal que oferece taxas de juros mais baixas. A medida tem como objetivo aliviar o peso das dívidas no orçamento dos trabalhadores, permitindo a troca por condições financeiras mais vantajosas. A seguir, confira as principais dúvidas sobre como funciona o programa:

O que mudou desde a última sexta-feira, 25?
Trabalhadores com carteira assinada agora podem migrar empréstimos consignados ou créditos diretos ao consumidor (CDC) para o novo programa Crédito do Trabalhador, que oferece juros mais baixos.

Onde posso fazer a migração da dívida?
A troca pode ser feita diretamente no aplicativo ou site do banco onde o empréstimo original foi contratado. Por enquanto, ainda não é possível fazer a migração pela Carteira de Trabalho Digital.

Em quais casos a troca é vantajosa?
A troca só vale a pena se o novo consignado do Crédito do Trabalhador tiver juros mais baixos que o empréstimo atual. Enquanto os juros do CDC giram entre 7% e 8% ao mês, no novo programa eles ficam em média em torno de 3%, podendo chegar a 1,6% em alguns bancos.

É garantido que os juros serão menores?
Sim. A medida provisória que criou o programa obriga a redução da taxa de juros na migração da dívida. Essa garantia vale até 21 de julho.

Como funciona o processo de troca?
O trabalhador contrata um novo empréstimo consignado pelo Crédito do Trabalhador e usa o valor para quitar o empréstimo antigo. Se ainda tiver margem consignável, pode solicitar um novo crédito.

Posso mudar de banco agora?
Ainda não. Neste momento, a troca só pode ser feita no mesmo banco. A portabilidade para outras instituições será liberada a partir de maio.

Que tipo de dívida pode ser migrada?
Por enquanto, apenas dívidas de CDC e empréstimos consignados tradicionais. Para quem deseja quitar dívidas de cheque especial ou cartão de crédito, será necessário renegociar essas pendências antes de contratar o novo empréstimo.

Quem administra o programa?
A Dataprev é responsável pela gestão do sistema, e o Ministério do Trabalho e Emprego monitora as operações e as taxas de juros oferecidas.

Quantos trabalhadores já foram beneficiados?
Até a última quinta-feira, 24, foram firmados 1.510.542 contratos, beneficiando 1.478.711 trabalhadores. O valor médio contratado foi de R$ 5.491,66, em cerca de 16 parcelas de R$ 335,51 cada.

Quais estados mais utilizaram o programa?
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná lideraram o volume de concessões. 




Com informações da Agência Brasil

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