Valmir critica modelo de saúde do governo e da Prefeitura de Aracaju
Em entrevista em Itabaiana, Valmir criticou o modelo de organizações sociais na saúde e citou gestões estadual e municipal.

O ex-prefeito de Itabaiana e pré-candidato ao governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho, voltou ao centro do debate político após fazer críticas ao modelo de gestão da saúde pública por meio de organizações sociais (OSs) durante entrevista no município.
As declarações tiveram como alvo direto o modelo adotado pelo Governo de Sergipe e também pela Prefeitura de Aracaju, administrada por Emília Corrêa, ex-aliada política de Valmir. O ex-prefeito criticou o formato de gestão das unidades de saúde, afirmando que o sistema precisa de maior debate com trabalhadores e categorias da área.
O posicionamento ampliou a repercussão política no estado, já que tanto o governo estadual quanto a gestão municipal da capital utilizam o modelo de organizações sociais na administração de unidades de saúde, incluindo hospitais, UPAs e maternidades.
As OSs são entidades privadas sem fins lucrativos que assumem a gestão de serviços públicos por meio de contratos com o poder público. O modelo é adotado em diversos estados e municípios do país e segue em expansão no setor da saúde.
A entrevista também ocorreu em meio a um cenário de intensificação do debate político sobre a eficiência do modelo de gestão da saúde em Sergipe, o que aumentou o impacto das declarações.
No entanto, o ponto mais sensível da repercussão política é que demandas da área da saúde em Itabaiana já estavam em discussão durante a gestão de Valmir à frente da prefeitura, antes de sua renúncia ao cargo para se dedicar à pré-campanha. As reivindicações de servidores, especialmente relacionadas à valorização e pendências trabalhistas, já vinham sendo cobradas e não foram totalmente solucionadas durante sua administração.
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