Alessandro Vieira reage à ação de Gilmar Mendes e diz sofrer “tentativa absurda e ilegal de intimidação”
Alessandro Vieira reage à ação de Gilmar Mendes e diz sofrer “tentativa absurda e ilegal de intimidação”
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) utilizou as redes sociais nesta segunda (20) para responder ao despacho da Procuradoria-Geral da República (PGR), que encaminhou à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe a representação apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
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Na publicação, o parlamentar afirmou que tomou conhecimento da decisão por meio da imprensa e destacou que a principal acusação apresentada por Gilmar Mendes, relacionada a suposto crime de abuso de autoridade, foi afastada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo Alessandro Vieira, a PGR apenas deixou para análise da Procuradoria Regional Eleitoral a hipótese de eventual ilícito eleitoral.
“É mais uma tentativa absurda e ilegal de intimidação contra um parlamentar honesto e independente por conta de um voto/relatório proferido nas dependências do Senado”, escreveu.
O senador também afirmou que sua defesa ainda não teve acesso aos autos do processo, apesar de, segundo ele, uma cópia já ter sido encaminhada à imprensa.
Na mesma publicação, Alessandro declarou que irá demonstrar “o equívoco flagrante da acusação do ministro Gilmar”, afirmando confiar na autonomia e na qualificação técnica da Procuradoria Regional Eleitoral.
Por fim, o parlamentar disse estar ciente dos desafios de enfrentar pessoas influentes em Brasília, mas afirmou que seguirá defendendo sua atuação.
“Tenho plena consciência dos riscos que corre quem desafia os poderosos em Brasília, mas sigo firme na missão de garantir que no Brasil a Justiça um dia seja igual para todos”, concluiu.
O caso teve início após representação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. Em manifestação encaminhada à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, entendeu que a conduta de Alessandro Vieira durante a CPI do Crime Organizado pode configurar possível abuso de poder político para fins eleitorais, cabendo agora à Procuradoria Eleitoral analisar a adoção de eventuais medidas.
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