Claudio Nunes: Zeca é a melhor receita p/ o grupo Amorim neste momento
As lideranças do grupo comandado pelos irmãos Amorim devem ter muito cuidado com a aliança com a eleição em Aracaju. Um passo em falso poderá ser fatal para as pretensões do grupo para as eleições estaduais de 2014, cujo candidato ao governo será o senador Eduardo Amorim. Neste momento de definições até o próximo mês conversar com todos os partidos é importante, mas alguns pré-candidatos já foram testados por várias vezes e o grupo Amorim sabe que não irá a lugar algum. Para ser mais claro: um possível apoio do grupo Amorim ao pré-candidato Almeida Lima, do PPS, seria assinar um atestado de óbito para 2014. E se alguns poucos do grupo ainda defendem esta possibilidade, parte significativa, por conhecer bem o passado de Almeida Lima não querer nem cogitar esta hipótese. Além da forte rejeição ao nome dele por parte significativa do eleitorado aracajuano, Almeida foi derrotado por duas vezes (2000 e 2008). Nesta última com uma campanha financeiramente estruturada ficou em terceiro lugar, perdendo no 1º turno para Edvaldo e Mendonça Prado. Porém o problema maior de Almeida Lima é um só: confiança. Nenhuma liderança diz publicamente, mas nos bastidores todos sabem que se Almeida Lima chegar a Prefeitura não assumirá compromisso algum. Só para lembrar: Almeida foi prefeito de Aracaju graças a Jackson Barreto que penou para colocá-lo como vice em sua chapa e depois renunciou para ser candidato em 1994. Antes de deixar a Prefeitura, Almeida já era desafeto de JB. Depois foi eleito Senador, em 2002, graças a liderança de João Alves Filho que foi eleito no mesmo ano governador. Sem João, Almeida nunca chegaria ao Senado. Rompeu com ele logo após. Em 2010, sabendo de sua pequenez política, aproveitou-se da aliança com PMDB com o governo para ser eleito deputado federal. Mesmo assim, fez campanha contra Déda. Só queria a legenda para ser eleito. Agora, sabendo novamente que é pequeno politicamente, tenta desesperadamente o apoio do grupo Amorim. 10% nas pesquisas é o tamanho eleitoral dele. O grupo Amorim tem apenas dois caminhos saudáveis para Aracaju este ano: o apoio a João Alves (mas parece que ele - João - não quer fazer nenhum acordo para 2014) ou então lançar candidato próprio. Ainda sobre João Alves: algumas lideranças do grupo Amorim são contra o acordo. Recentemente, o deputado capitão Samuel, pelo twitter escreveu: João Alves,Jackson, Valadares são retrocessos. Déda mesmice. Aracaju continuara renovando seus Gestores. E renovação é uma palavra que não combina com Almeida Lima. O desejo do deputado Zeca da Silva em ser candidato em Aracaju é legitimo e o apoio do grupo Amorim seria não apenas uma opção política, mas um gestão de reconhecimento a fidelidade ao parlamentar que atua fortemente em defesa do grupo. A imagem de Zeca se confunde com a dos irmãos Amorim, ou seja, confiança é um atributo que não precisa ser cobrado do deputado. Alimentar o desespero de Almeida Lima como fez nos últimos dias o presidente do PSC, André Moura, não faz bem para digestão de todo o grupo Amorim. A mesa deve ser posta agora com um cardápio de fácil digestão para o eleitorado. E o nome de Zeca é a melhor receita para este momento. Como bem escreveu Nietzsche: "Deveríamos nos livrar, de uma vez por todas, da sedução das palavras!" Caí bem para o momento, onde Almeida Lima tenta semanalmente através do seu site e em entrevistas na imprensa seduzir os irmãos Amorim. Só que as palavras de Almeida Lima são levadas ao vento assim que conquista um mandato.













