Especial Gagueira Parte I

Os gagos são motivos de piadas, alvos de bullying, e agora estrelas de cinema, como no filme "O Discurso do Rei", ganhador do Oscar 2011. Há tantos casos no mundo (cerca de 1% da população mundial e no Brasil são cerca de 2 milhões de pessoas) que foi instituído o dia Nacional de Atenção à Gagueira - 22 de outubro. A disfemia - nome científico para a gagueira - é facilmente diagnosticada e pode ter cura. Entendendo o problema O problema central na gagueira está na dificuldade do cérebro em processar a informação e sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar para o próximo. Desta forma, a pessoa consegue iniciar a palavra, mas fica "presa" em algum som (geralmente no começo da palavra) repentindo-o até que o cérebro consiga gerar o comando necessário para dar prosseguimento ao restante da articulação da palavra. Até que o cérebro processe esta informação, a língua "trava" e não consegue executar o movimento necessário. A gagueira não tem apenas uma causa e não é apenas repetir sílabas, mas também pode haver interrupções. Cada pessoa forma sua gagueira, que é única. Um dos tipos de problema de fluência é, por exemplo, a chamada taquifemia, que é caracterizada pela fala muito rápida, desarticulada, que também compromete a fluência. Os taquifêmicos ‘comem as sílabas' ou, ainda, articulam mal as palavras, fazem poucas pausas quando falam e quando o fazem, podem interromper uma frase em um momento inesperado. A taquifemia é um problema de desenvolvimento e, portanto, já demonstra sinais na infância. Ainda não se tem explicação sobre a origem do problema. Algumas hipóteses afirmam que o problema é genético, outras defendem a teoria de que o problema pode ser de origem neurológica. Outras duas causas da gagueira podem ocorrer em qualquer fase da vida: Psicogênica, que se desenvolve após um trauma psicológico, e a Neurogênica, após um trauma físico, que atinja o cérebro e cause uma lesão neurológica. Jeferson Machado.Farmacêutico, CRF-SE: 658.












