Mosqueiro: Emília nega entrega de áreas a São Cristóvão
Prefeita afirmou que termo assinado trata apenas da delimitação técnica da área e defendeu plebiscito para definir o futuro da região.

A circulação de informações sobre uma suposta entrega da Zona de Expansão de Aracaju para São Cristóvão levou a prefeita Emília Corrêa a se manifestar publicamente e esclarecer os detalhes do processo que envolve a definição territorial da região. A gestora afirmou que o município não abriu mão da área e que o documento assinado recentemente teve apenas caráter técnico.
Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (18), Emília explicou que o termo firmado na sexta-feira (17) trata da concordância com a delimitação elaborada pela Secretaria de Estado do Planejamento, etapa considerada necessária para o andamento do processo judicial e para a realização de um futuro plebiscito.
Segundo a prefeita, a discussão sobre os limites da Zona de Expansão já existia antes do início de sua gestão. Ela afirmou que, em 2024, uma decisão judicial determinou a devolução de uma área para São Cristóvão, mas que o texto da sentença não apresentava uma definição técnica sobre quais localidades seriam atingidas.
Diante dessa indefinição, a Justiça Federal determinou, em novembro de 2025, que o Governo de Sergipe elaborasse um traçado técnico para identificar exatamente a área envolvida no processo.
Emília afirmou que, desde que assumiu a Prefeitura de Aracaju, defende que a decisão sobre o futuro da região seja tomada pelos moradores por meio de consulta popular. Para viabilizar o plebiscito, a administração municipal buscou apoio da bancada federal sergipana e participou das articulações que resultaram na aprovação da legislação necessária em março deste ano.
Após essa etapa, a prefeita relatou que procurou a Assembleia Legislativa de Sergipe para dar continuidade ao processo. Segundo ela, foi informada de que a delimitação técnica da área era uma condição necessária para que a consulta popular pudesse avançar.
Com o objetivo de resolver essa pendência, a Prefeitura de Aracaju solicitou uma audiência de conciliação na Justiça Federal, reunindo representantes dos municípios envolvidos e demais órgãos participantes. Após meses de diálogo, chegou-se a um consenso sobre o traçado técnico apresentado pelo Governo do Estado.
“O que aconteceu nesta sexta-feira foi apenas a formalização desse entendimento. A Secretaria de Estado do Planejamento elaborou o traçado técnico e as duas prefeituras assinaram o termo de concordância. Não surgiu nenhuma nova decisão judicial e Aracaju não abriu mão da Zona de Expansão”, declarou Emília.
A prefeita informou que, com a conclusão dessa fase, o processo pode avançar para a realização do plebiscito. Ela disse que já solicitou reuniões com a Assembleia Legislativa e com a comissão permanente que acompanha o tema para acelerar os próximos procedimentos.
Segundo Emília, a decisão final sobre a permanência ou não da região em Aracaju deverá ser tomada pelos próprios moradores.
“Quem vai decidir não sou eu, não é a Justiça e nem a Assembleia Legislativa. Quem vai decidir são os moradores, por meio do voto”, afirmou.
A gestora encerrou a manifestação reforçando sua posição favorável à permanência da Zona de Expansão em Aracaju e destacou que a discussão envolve o sentimento de pertencimento das famílias que vivem na região.
Com informações da Ascom
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