Homem que matou jovem em Itabaiana já havia sido preso por tentativa de feminicídio
Antes de ser apontado como autor do assassinato de um jovem em Itabaiana, Erick Júlio de Jesus Pereira já havia sido preso por um crime violento. Em julho de 2022, ele foi detido em flagrante por tentar matar uma ex-namorada no município de Barra dos Coqueiros, em Sergipe.
Na época, o caso chamou atenção pelo grau de agressividade. Segundo o boletim de ocorrência, Erick não aceitou o fim do relacionamento, que durou cerca de dois anos, e passou a perseguir a ex-companheira. Ele acessava suas redes sociais sem autorização e monitorava conversas — especialmente com um rapaz com quem ela se envolveu após o término.
O crime aconteceu quando Erick marcou um encontro com a vítima em uma casa abandonada. Durante a conversa, tentou reatar o namoro. Ao ser rejeitado, tomou o celular da jovem, tentou forçá-la a beijá-lo e, em seguida, a atacou com uma faca, atingindo seu pescoço. A violência continuou com socos, mordidas, enforcamento e golpes contra a parede.
Mesmo ferida, a vítima conseguiu escapar e correr até um bar, onde foi socorrida por populares. A Polícia Militar foi acionada e prendeu Erick em flagrante. A jovem foi atendida pela Polícia Civil e solicitou uma medida protetiva de urgência.
Dois anos depois, o nome de Erick voltou ao centro de uma nova investigação, desta vez por um homicídio com motivação semelhante. O crime aconteceu na última terça-feira (1º), e a vítima foi um jovem colega de trabalho da atual companheira de Erick. A motivação, segundo a polícia, seria passional.
Nesta quinta-feira (3), uma operação conjunta entre a Delegacia Regional de Itabaiana, o Regimento de Cavalaria Mecanizada de Motopatrulhamento (Getam) e a Guarda Municipal resultou na localização do suspeito em Itaporanga D’Ajuda.
Durante a abordagem, Erick reagiu e entrou em confronto com as equipes. Foi baleado, socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar do município, mas não resistiu aos ferimentos.
Na posse dele, a polícia encontrou um revólver, munições e as roupas usadas no dia do crime. A arma foi reconhecida pela companheira como sendo a mesma que ele havia exibido antes do assassinato.
Com informações da SSP/SE












