Operação Sharper: PF desarticula esquema de fraudes bancárias na Bahia e Sergipe
Na manhã desta quarta-feira (29), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sharper, uma ação que visa desmantelar um esquema criminoso de fraudes bancárias que atuava contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras. A operação mobilizou diversas equipes e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em dois estados brasileiros.
A investigação, que contou com a colaboração da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (CEFRA) da Caixa Econômica Federal, revelou que os criminosos abriram oito contas bancárias fraudulentas em agências localizadas em Feira de Santana (BA), Amélia Rodrigues (BA), Riachão do Jacuípe (BA) e Aracaju (SE). Para realizar a fraude, os golpistas utilizaram documentos falsificados, o que lhes permitiu obter empréstimos bancários de forma ilícita.
Estima-se que o esquema tenha causado um prejuízo superior a R$ 240 mil às instituições financeiras. A Polícia Federal, através do rastreamento dos valores movimentados nas contas fraudulentas, conseguiu identificar parte dos beneficiários do golpe.
Durante a Operação Sharper, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Feira de Santana (BA), Santo Antônio de Jesus (BA) e Itaporanga D'Ajuda (SE). Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Feira de Santana.
O nome da operação, "Sharper", faz alusão à manipulação e à trapaça utilizadas pelo grupo criminoso. Os golpistas adulteravam informações biométricas das carteiras de identidade, inserindo suas fotografias e impressões digitais na parte frontal do documento, enquanto os dados originais eram mantidos no verso. Essa técnica permitia que eles abrissem contas bancárias sem levantar suspeitas, burlando os sistemas de segurança das instituições financeiras.
Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa e estelionato, e podem enfrentar penas severas, caso sejam condenados. A Polícia Federal continua com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e determinar a extensão total do prejuízo causado às instituições financeiras.
Com informações PF












