Polícia descarta envenenamento por metanol e confirma overdose como causa de morte no Huse

A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP) esclareceu, nesta sexta-feira (23), as circunstâncias da morte de um homem que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). Após investigação da Polícia Civil e análises da Polícia Científica, foi descartada a suspeita inicial de envenenamento por metanol. A causa do óbito foi confirmada como overdose.
O paciente havia sido internado no último dia 19, após dar entrada em estado grave no Hospital Regional José Franco. Diante do quadro clínico e da possibilidade de ingestão de substância tóxica, a Secretaria de Estado da Saúde notificou a SSP, o que motivou o início imediato das investigações.
Segundo a delegada Mariana Amorim, da 5ª Delegacia Metropolitana, a Polícia Civil instaurou procedimento para apurar o caso assim que recebeu a comunicação oficial. “Havia uma suspeita inicial de intoxicação, o que exigiu a atuação conjunta das forças de segurança e da perícia para esclarecer os fatos com precisão técnica”, explicou.
A Polícia Científica foi acionada e realizou a coleta de amostras ainda durante a internação hospitalar. Conforme o diretor-geral do órgão, Victor Barros, os exames laboratoriais foram concluídos em menos de 24 horas. “Não foi detectada a presença de metanol. As análises identificaram uma elevada concentração de álcool etílico na urina, além da presença de cocaína e coquetileno, substância formada no organismo quando há consumo simultâneo de álcool e cocaína”, detalhou.
De acordo com os peritos, o conjunto de substâncias encontradas no organismo é compatível com um quadro de overdose, que pode apresentar sintomas semelhantes aos da intoxicação por metanol, especialmente em estágios iniciais. Com base nos laudos técnicos, a hipótese de envenenamento foi definitivamente descartada e o caso encerrado.
Durante a apuração, também foi constatado que o homem possuía histórico de atendimentos hospitalares relacionados ao uso excessivo de álcool e drogas. Não foram identificados indícios de crime, nem elementos que apontem para ingestão forçada ou contaminação por agentes externos.
Por Redação
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