Troca de empresa e críticas à Adema geram embate entre prefeita de Aracaju e governador de Sergipe
A prefeita chegou a afirmar que Aracaju estaria sendo alvo de uma fiscalização mais rigorosa em comparação a outros municípios do estado.
A recente troca na empresa responsável pela coleta de lixo em Aracaju tem causado polêmica e reflexos diretos no serviço prestado à população. Após a prefeita Emília Corrêa criticar a atuação da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e sugerir rigor excessivo na fiscalização ambiental, o governador Fábio Mitidieri respondeu, minimizando a declaração da gestora e destacando o real foco da crise.
Durante entrevista, Mitidieri disse que não ouviu as declarações de Emília sobre o suposto tratamento diferenciado da Adema, mas foi enfático ao sugerir que a prefeita deveria concentrar sua insatisfação não no órgão estadual, mas na própria escolha da nova empresa contratada para o serviço de limpeza urbana.
“A prefeita tirou uma empresa séria, a Torre, que é conhecida em Aracaju e tem reconhecimento da população pela qualidade do trabalho. Agora coloca outra, e vemos lixo espalhado por toda parte. Então, em vez de criticar a Adema, que está fazendo seu papel, ela deveria cobrar da empresa que contratou”, disparou o governador.
A troca de prestadora de serviço, com a saída da Torre e a chegada da Renova Ambiental, tem sido alvo de debates desde os primeiros dias de operação. Diversas reclamações sobre acúmulo de lixo e falhas na coleta têm se multiplicado nas redes sociais e em bairros da capital.
Na última semana, cinco caminhões da nova empresa foram retidos pela Adema, sob alegação de irregularidades. A prefeita chegou a afirmar que Aracaju estaria sendo alvo de uma fiscalização mais rigorosa em comparação a outros municípios do estado. Após o episódio, os veículos foram liberados, mas os impactos no serviço ainda permanecem visíveis.
Com a crescente insatisfação popular e a repercussão política, o episódio reforça o clima de tensão entre o Governo do Estado e a nova gestão municipal da capital, que já enfrenta os primeiros desgastes administrativos com menos de seis meses de mandato.












